Desvelado amor

Sou eu minha grande aventura, minha toca de sentimentos secretos, de planos mirabolantes, de ideias absurdas, de dizerem impensáveis e de pensamentos proibidos. Sou eu minha própria loucura. Meu templo sagrado, meu desespero, meu desejo, minha ruptura. Sou eu meu carrasco e meu juiz.


Decidi nascer e por mais estranho que pareça também decidirei morrer, me bastarei de viveres, um dia serei suficiente de mim. Mas como sou minha própria deusa me recriarei, pois, ainda é preciso viver como árvore, como águia e como tubarão. Me basto hoje com a humanidade com a qual me presenteei, mas um dia já não me bastarei.


Muito do que sinto só poderei expressar quando em formato de nuvem eu puder chover. Preciso ser tempestade, meteoro, dizimar dinossauros em um planeta qualquer. Minha alma de tão leve não sai do chão, meu corpo de tão pesado teima em flutuar. Sou minha maior contradição, perdição e paixão.


Por mim eu daria a vida, sem vergonha nenhuma, apaixonadamente digo, não vivo sem mim. Não é de hoje que me transformo no que for preciso só para me agradar. Me acompanharei a qualquer lugar, quero estar presente a cada escolha que eu fizer, pois, confio no meu bom gosto certeiro em me fazer bem. O universo me nomeou guardiã de mim e interessada pelo fato de ser eu, minha própria fábrica de sentir, aceitei.


Todo amor que sinto é produzido por dentro e mesmo que eu o distri